Em blogues não se escrevem posts grandes… nem se leem!

No meu blogue escrevem-se. E não importa se se leem. Escrevem-se porque eu gosto de escrever, gosto deste blogue e gosto da motivação que ele me provoca. Já tenho dito isto: este blogue é a única coisa exclusivamente minha. É a única coisa exclusivamente da minha responsabilidade. E é, particularmente, uma das coisas que eu gosto muito.
Siga.
Mês de dezembro é sempre muito complicado. Tenho almoços e jantares de natal todos os fins de semana (comecei o primeiro, com amigos de infância, a 27 de novembro) e o único fim de semana livre aconteceu neste último. Aproveitei e dediquei-o (o sábado apenas, porque o domingo ainda teve cumprimento de agenda) às compras de presentes. Aprendi, de há uns anos a esta parte, depois de uma surpresa terrível e dolorosa, a comprar os presentes de uma vez só. E, na verdade, gosto muito deste método. Aprendi, gostei, e não mudo. Saio de casa num único dia e compro tudo o que tenho a comprar. Prático, rápido e eficiente. Como deveria ser tudo nas nossas vidas. Adoro isto.
Mês de emoções e mês de agitação. Até este blogue, que não tem publicações praticamente nenhumas, ganha vida e bate, todos os anos, recordes de visitas! Tudo por causa de uma receita de sonhos de abóbora que aqui publiquei há uns anos. É o post mais visitado desta casa. Às vezes penso que se quisesse ter um blogue comercial e muito visitado bastava publicar receitas de comidas que sei fazer.
Às vezes penso também que, a avaliar pelas minhas publicações no facebook, pareço uma pessoa muito pouco interessante, que não sabe cozinhar, fazer bolos e outras coisas interessantes, não conheço sítio nenhum e sou uma atrasada qualquer!
Siga.
Fui às festas fantásticas das escolas das minhas filhas e quando vejo o trabalho daqueles alunos e daqueles professores fico orgulhosa. São tantas as vezes que oiço os professore(a)s das escolas públicas queixarem-se falarem das suas vidas e das coisas que o(a)s envolvem (alguém conhece algum(a) professor(a) do ensino público que não se queixe?! E quando estão junto(a)s? Caramba!) e penso sempre que em nenhuma dessas escolas eu vejo o trabalho que vejo naquelas, que não são públicas (são semi e gosto muito que assim sejam. Eu não tenho custos extraordinários e elas têm uma formação que considero de excelência. Todo o ensino devia ser assim.) e desenvolvem um trabalho extraordinário. Dá gosto, prazer. Envolvem os pais nas atividades escolares, não nos tratam como “os chatos” e são atentos e interessados. Só posso classificar como excelente. Os rankings, valendo o que valem e, sendo alvo das críticas que forem, também devem ser lidos.
Assisto aos concertos de orquestra juvenil (onde a minha filha mais velha participa) que resulta de uma carolice de um maestro e uma associação cheios de boa vontade e de uma data de miúdos que se interessam pelas artes e pela música em concreto e ocupam as suas tardes de sábado em coisas culturalmente interessantes. E adoro. Nesta época do ano, felizmente, têm várias atuações.
Ocupo-me, no trabalho, diariamente de tarefas exigentes e requerentes de rigor e dedicação impedindo-me de ter tempo para desocupar a mente e relaxar. E o resto dos dias, já em casa, são também, na mesma  medida, exigentes e ocupados.
Por vezes, consigo ter momentos só meus, que adoro, e dou comigo, por exemplo, a fazer uma viagem de auto-estrada, pela manhã cedo, onde o sol desperta e beija as nuvens de forma tão bela, que me faz largar a mão direita do volante e agarrar no telemóvel que permite-me registar o momento com a satisfação de ter um amanhecer de sábado de beleza ímpar, com pouco trânsito, onde a vida mostra-se serena e tranquila, revelando que somos todos seres cheios de boa vontade e esperança no futuro e ninguém tem pressa de viver o presente e querer chegar rapidamente ao destino, porque o destino é cada quilometro que caminhamos, e só chegamos ao próximo se passarmos o anterior.
Vejo, semanalmente, a lagoa, que me encanta e me dá energia para a semana seguinte, como se ali fosse um local de culto onde, parece que, devo voltar para não esquecer que o importante é ter tempo e viver cada momento como se fosse o único.
Escrevo as cartas que devo, e digo as palavras que preciso, e sou, como sempre fui, muito genuína, muito verdadeira, muito sincera e muito sentimental. Emocional, direi. Choro, sempre que sinto a necessidade. Lamento, sempre que há a lamentar. E são muitos os meus lamentos, porque há sempre qualquer coisa que não ficou resolvida, há sempre qualquer coisa que não ficou esclarecida. A gente só deve esclarecer, o que deve esclarecer, a quem carece da explicação. Quem não a quer, nem a pede, não tem nada a haver, e também não terá nada a dever!
Vivo este período natalício com a sensação de alguma hipocrisia no ar, mas que, na verdade, acho que a boa vontade devia permanecer o ano inteiro (as boas vontades não fazem mal a ninguém),  agradeço os votos de Boas Festas e das coisas boas que toda a gente deseja a toda a gente, ignoro muitas das mensagens que, sei, são protocolares, respondo apenas aquelas que, também sei, são genuínas e sentidas, e agradeço a todas as pessoas que gostam de mim, por gostarem e por serem minhas amigas, que essas, sei todas quem são. E elas também sabem que gosto delas e que lhes desejo tudo do bom e do melhor.
Tenho a capacidade, e a qualidade, de identificar bem quem é bom e quem não é. Fui enganada poucas vezes. Algumas vivem felizes porque pensam que enganam os tolos. Os tolos são apenas tolos porque querem. São tolos mas não são parvos. Não me importo de ser tola. Sei ser feliz, mesmo tola. E, quando ingénua (sou tantas vezes) acho admirável.
Encontro pessoas que vejo pouco, mas de quem gosto muito. Troco mensagens com outras. Lembro-me de outras tantas. Penso nas vidas de outros e de tantos, e não esqueço que há vidas, por aí, muito duras e que não merecem dos restantes, como eu, os lamentos e as reclamações, nem sequer os desabafos…
Para se ser solidário, generoso e sensível, não precisamos do Natal. Precisamos é que o coração esteja no sítio certo e que as nossas ações sejam as adequadas, exigíveis e elegíveis.
O resto… não vale de nada!!
Boas vontades a todos os que me leem (ou que leram este post, vá) e que as mantenham os 366 dias do ano seguinte.

Sobre Regina

Acerca de mim? Sei lá! Tenho dias… Dias bons, dias maus! Momentos. As nossas vidas são feitas de momentos… Este espaço? É meu. Sobre mim. É o meu espelho… Disseram-me que o meu sorriso é o Espelho da minha Alma. E eu concordo.
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