O mundo do nim

Sempre fui demasiado frontal.
Durante anos quando me perguntavam qual era a minha maior qualidade respondia: a sinceridade; se me perguntavam pelo maior defeito a resposta era a mesma.
A minha forma, demasiado frontal, demasiado sincera e verdadeira sempre me prejudicou. Nunca me favoreceu. Sempre a considerei mais defeito do que qualidade.
Com a vida, com os anos, aprendi a conter-me, a ser menos opiniosa, a dizer menos o que penso, a calar-me mais, a ser menos frontal, a melindrar menos os outros. Calo-me. Fico-me. Rendo-me. Não dou luta. Mas continuo no meu mundo. Não entro no mundo do Nim.
Se o assunto me perturba demasiado, em determinada altura a efervescência que me envolve faz sair qualquer coisa e lá me revelo, novamente, frontal, brutalmente se necessário, fortemente sempre!
Seria incapaz de entrar nesse mundo do Nim, onde reside tanta gente, de onde conheço tanta gente, que se molda bem, que se sente bem, que se gosta assim.
O mundo do nim é cómodo. Os residentes do nim são todos pessoas excelentes, cheias de qualidades, amigos de todos, de que todos gostam e com quem se dão todos muito bem.
O mundo do nim é um mundo de pessoas felizes.
Mas é um mundo sem sal!

Sobre Regina

Acerca de mim? Sei lá! Tenho dias… Dias bons, dias maus! Momentos. As nossas vidas são feitas de momentos… Este espaço? É meu. Sobre mim. É o meu espelho… Disseram-me que o meu sorriso é o Espelho da minha Alma. E eu concordo.
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