Feliz Aniversário, Susana.

aniversario
Este meu blog tem mais de 5 anos. Quando o iniciei a minha filha tinha 5 anos, hoje faz 11. Para além das Pequenas Delícias  (algumas das suas saídas)  que aqui vou descrevendo, não publico todas, mas o rol é imenso, nos seus aniversários tenho publicado algumas palavras sobre ela.
Esta menina é especial.
Releio os posts alusivos ao seu aniversário, e continuo encantada.
E hoje, pouco inspirada para a escrita (como de resto, a minha frequência de publicações tem demonstrado) reproduzo este, que escrevi há dois anos atrás, por descrever tão bem a minha Menina-Paixão.
Parabéns meu amor e obrigada por seres tanto para nós.
O meu diamante :)
Hoje estou particularmente feliz. Faz 9 anos que saiu de dentro de mim um diamante. E faz 9 anos que este diamante tem vindo a ser preparado, lapidado, aperfeiçoado e é uma joía pura, maravilhosamente pura. Chamo-lhe diamante porque se assemelha à pedra valiosa. É o material mais duro da natureza, e no entanto frágil (quando trabalhado na clivagem) e tem um brilho eterno. A minha filha é assim… É diferente.
Apressada: Nasceu com pressa! Primeiro quis nascer 5 semanas antes de tempo. Depois no dia certo, dentro da minha barriga, deu a mão à médica, como que a pedir-lhe que a tirasse de lá. E saiu num ápice, quase a cair no balde, tal a pressa, e de tanta pressa, fez-se à saída tão bem que me facilitou as dores e os cortes e as coisas difíceis que os partos nos dão. De tal forma que 24 horas depois de ter nascido já estávamos a caminho de casa. Teve pressa em andar e aos 9 meses estreava-se com perfeição. Aos 10 corria. Teve pressa em crescer e aos 5 tinha 7 de idade psicológica. Entrou um ano mais cedo na escola. Tem pressa em saber. Tem pressa em conhecer. Tem pressa em falar. O seu pensamento anda mais depressa do que as palavras…
Sensível: Parece que tudo lhe é indiferente e nada é. Tudo lhe é particularmente sensível. Sente muito. Sente tudo. Sente as dores da alma e conhece-as bem. Sente as ausências. Sente a falta da avó. Tem saudades dela. Sente tristeza por ver o sofrimento dos outros. Chora por ver pobreza, necessidades ou maus tratos. Tem particular interesse por idosos, crianças ou animais, sobretudo se perceber que estão em sofrimento. Não gosta de guerras, nem de discussões, nem de gritos. É apaziguadora. Gosta das boas relações e prefere sofrer a conflituar. Gosta que gostem dela. Gosta de mimo e de carinho, mas nada de exageros. Gosta de ser elogiada pelos feitos, mas apenas que lhe refiram que está de parabéns, que esteve muito bem e que deve continuar assim. Nada de exageros com grandes beijos ou abraços. Não gosta de injustiças, lida muito mal. E sofre.
Sonhadora: Guarda em si todos os sonhos. Quer atingir tudo. Tudo o que lhe passa pela cabeça, fá-la sonhar em alcançar. Gosta de objetivos. Gosta de sonhar. Gosta de querer. Gosta de encontrar um sentido para a sua própria vida. Anseia pela felicidade constante e plena, e sabe que nunca a alcança. Tudo lhe é inexplicavelmente insuficiente, e no entanto qualquer coisa simples a satisfaz. Nada a deslumbra, nada é esplendoroso, nada é inexplicável, e nada é só sensorial. É dos sentidos. De todos os sentidos. Todos se complementam e todos a alimentam.
Prática: Não complica nada. Tudo é fácil, desde que devidamente explicado, devidamente percecionado. Tudo tem uma razão, e não aceita respostas do tipo “porque sim” ou “porque não”. Para ela tem de haver mais do que isso. Muito mais que isso. Acorda todos os dias bem disposta, sorridente. Canta e assobia, constantemente, a toda a hora. Parece distraída, e é, porque o seu pensamento anda demasiado rápido, e a sua cabeça anda quilómetros à frente do corpo, mas, ouve tudo o que lhe dizem ou de que falam, mesmo quando parece desatenta. Ouve o pormenor. O supérfluo passa-lhe completamente despercebido. Pergunta-se muito a si própria e procura respostas para tudo, mesmo para aquilo que não sabemos responder.
Ela é um ensinamento diário. Um desafio diário. Uma aprendizagem constante. Quando nos tornamos pais ou mães, o nosso amor emerge de tal forma que aqueles pequenos seres se tornam essência da nossa própria vida, e por eles fazemos tudo. O facto de sermos pais ou mães, não nos dá, por si só, o direito de sermos amados por eles. Nem todos os pais ou mães merecem o amor dos filhos. O que lhes faz merecer o amor dos filhos é o amor que eles próprios lhes dão a toda a hora, a todo o momento, durante todas as suas vidas. E da minha filha, cada abraço, cada beijo, cada carinho, cada palavra que eu recebo dela são todos os dias, todas as vezes, a demonstração de que mereço o seu amor, o seu brilho intenso, a sua energia incansável, a sua ânsia de viver, e que sou cada vez mais rica e mais feliz.

Sobre Regina

Acerca de mim? Sei lá! Tenho dias… Dias bons, dias maus! Momentos. As nossas vidas são feitas de momentos… Este espaço? É meu. Sobre mim. É o meu espelho… Disseram-me que o meu sorriso é o Espelho da minha Alma. E eu concordo.
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