Hábitos e rotinas, taras e manias… e um sorriso :)

Tenho manias. Todos temos manias, taras até. As minhas manias são pacíficas, parvoíces talvez, seguramente coisas inofensivas.
Tenho hábitos. Coisas que faço sempre da mesma forma, com uma regra, exclusivamente minha, mas que faz a diferença no meu quotidiano. Fico menos bem disposta se a coisa não é feita do mesmo jeito. Um problema pessoal, com o qual vivo muito bem. Se há coisa a que eu já me habituei foi a mim própria🙂 , mesmo que de vez em quando pareça perdida à minha procura!
Bom, das minhas taras e manias e dos meus hábitos e rotinas, há algumas às quais sou sempre muito fiel. Por exemplo, quando escolho um estabelecimento comercial para frequentar tenho a perfeita consciência de que em primeiro lugar é uma escolha, e em segundo é uma conjugação de interesses. Os meus e os do vendedor, no caso.
[também me posiciono, diariamente, nesse lugar, de vendedora, e sei que conjugo os dois interesses, o do cliente que terá uma necessidade e o meu, de ir ao encontro da sua necessidade, identificá-la e responder – uma missão- prestando  um serviço que corresponda à satisfação de ambas as partes].
Isto da conjugação de interesses, parece-me a mim que muitas vezes é esquecido. Os compradores acham-se exclusivamente no direito de ser servidos, e os vendedores acham que não estão a servir, estão a vender apenas o que o outro quer comprar. Pois eu acho que ninguém faz favores a ninguém e ninguém é cliente de ninguém apenas pelos belos olhos por uma simples razão, mas sim por uma conjugação de muitos fatores; por muitas razões, portanto.
Gosto do comércio local, sou uma consumidora das pequenas lojas, dos pequenos mercados, dos pequenos estabelecimentos, gosto da proximidade, das relações, dos contactos diários, semanais. Gosto dos sorrisos, das simpatias e cordialidades, de algum amadorismo que torna os contactos menos impessoais. Gosto do ambiente familiar que estes estabelecimentos me trazem. Evidentemente que se os produtos comercializados não me interessarem, não será exclusivamente o ambiente que me fará ser cliente, e na mesma medida, se os produtos forem muito bons, mas o ambiente e o atendimento não me agradarem também não me faço cliente.
Por estas razões, durante 20 anos fui sempre ao mesmo cabeleireiro, até um dia…
Vou sempre à mesma esteticista há quase 25 anos, e irei até sermos ambas muito velhinhas.
Não vou ao café onde me venderam produto que não deveria ter sido vendido.
Compro o peixe sempre na mesma peixaria. Compro a carne sempre no mesmo talho. Bebo café sempre nos mesmos cafés. E por aí adiante.
Fiel ou interesseira? Eu direi que sou fiel. O interesse é comum, meu e também de quem tem o estabelecimento aberto.
Este texto longo para abordar o atendimento. Porque é que o atendimento é tão importante. Há pessoas talhadas para atenderem clientes e outras não! E a fidelização dos clientes passa pelo atendimento?
Das lojas onde sou cliente, duas têm pacotes de fidelização, ou de promoção, ou de atenção, sei lá.
Uma tem um cartão de acumulação de pontos, e por cada compra são acumulados pontos que posteriormente dão vales de compras. Normalmente, esquecia-me de levar o cartão comigo. Quando voltava à loja levava o talão e o cartão, e mesmo que tivesse passado um mês que fosse, a funcionária colocava lá os pontos no cartão. Agora, já nem preciso de fazer isso, ela decorou na memória o número do cartão, e sempre que compro, eu não preciso de lhe pedir, ela coloca, logo, o valor respetivo no cartão. Fico sempre agradada, satisfeita com a sua postura. Dá-me gosto ser cliente e continuar a sê-lo.
Na outra loja, têm um acordo com uma coletividade local, da qual o meu marido é sócio, e mediante a apresentação do cartão de sócio, dá direito a um desconto imediato. Ora, uma das condicionantes é que seja o próprio sócio a fazer a compra, o que se compreende porque caso contrário toda a gente comprava em nome do outro. Aceito, não critico, nem sequer levanto ondas, embora, no caso, a compra se for feita por mim, não me dá direito ao desconto, mas se o meu marido estiver ao meu lado já dá, o que me parece ridículo uma vez que os donos do estabelecimento conhecem-nos muito bem, há largos anos, e sabem muito bem que a carteira é a mesma! Mas, regra é regra, e eu nem a discuto.
Já gabo é a paciência do marido que no final da compra tem de pedir o desconto e vemos sempre uma cara de desagrado e de mau modo, que me tira completamente do sério!
A mim, ninguém me obriga a ser cliente, mas também ninguém os obriga a fazer protocolos de desconto! Agora se o têm, devem cumpri-lo. Mas, de cara alegre…

Sobre Regina

Acerca de mim? Sei lá! Tenho dias… Dias bons, dias maus! Momentos. As nossas vidas são feitas de momentos… Este espaço? É meu. Sobre mim. É o meu espelho… Disseram-me que o meu sorriso é o Espelho da minha Alma. E eu concordo.
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