“Bebido o Luar” – Sophia de Mello Breyner Andresen


Bebido o luar, ébrios de horizontes, 

Julgamos que viver era abraçar 
O rumor dos pinhais, o azul dos montes 
E todos os jardins verdes do mar.

Mas solitários somos e passamos, 
Não são nossos os frutos nem as flores, 
O céu e o mar apagam-se exteriores 
E tornam-se os fantasmas que sonhamos.

Por que jardins que nós não colheremos, 
Límpidos nas auroras a nascer, 
Por que o céu e o mar se não seremos 
Nunca os deuses capazes de os viver.

Sobre Regina

Acerca de mim? Sei lá! Tenho dias… Dias bons, dias maus! Momentos. As nossas vidas são feitas de momentos… Este espaço? É meu. Sobre mim. É o meu espelho… Disseram-me que o meu sorriso é o Espelho da minha Alma. E eu concordo.
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2 respostas a “Bebido o Luar” – Sophia de Mello Breyner Andresen

  1. José Maria Cavalcanti diz:

    Quiçá deuses para sorver tantas belezas ou apenas homens para viver a inebriar-se com tamanhas volúpias… quiçá!
    Linda poesia, Regina.
    Parabéns pela postagem!
    Abraços e visite: http://bollog.wordpress.com
    José Maria Cavalcanti

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