O meu interruptor

Sou uma espécie de corrente elétrica.
Tenho este “defeito” de acelerar e desacelerar, de carregar e descarregar energias, de viver de entusiasmos, de vontades, de crenças.
Sou, simultaneamente, uma entusiasta e uma descrente!
Quando acredito ou gosto, entusiasmo-me, vou à luta, não desisto, bato-me, grito, empolgo-me, defendo o que quero ou penso com garras de leoa (até sou, de signo), faço das tripas coração para atingir os objetivos e mesmo quando não consigo não me sinto derrotada, sinto apenas que as coisas não correram como gostaria.
Quando não acredito, não gosto, ou não me interessa, sou a tal corrente elétrica, mas desligada!
Tenho, em mim, uma espécie de interruptor que desliga.
E desliga para coisas (hoje estava a verificar que tenho, há anos, um aparelhómetro ligado numa tomada cá em casa e não faço ideia para que é que aquilo é preciso, porque é que ali está e que função tem! – O marido saberá.). Desligo para coisas que não gosto ou não quero, que não sei para que são ou não me interessam. É como se não existissem!
O interruptor desliga para pessoas (algumas, por diversas razões, desapontaram-me, tentaram prejudicar-me, ou simplesmente foram infelizes comigo nalgum momento, e sem rancores, sem maus instintos, sem sequer ódios, que isso é coisa que não alimento nem com quem gosto menos e me fez efetivamente mal, saem do meu horizonte – vejo-as, falo-lhes, mas não fazem parte do meu coração, mesmo que com elas tenha de ter, necessariamente, um envolvimento. Às vezes não dá para fugir a isto! Mas o interruptor está desligado. Raramente volta a ligar. Acho que nunca volta a ligar!)
O meu cérebro faz uma espécie de filtro e há coisas ou pessoas que não cabem lá!
Entram e saem como se fossem imagens, fotografias, flashes; para os momentos em que tenho de permitir que lá entrem, porque sou obrigada a isso!
Depois volto a fechar o álbum!
Ou a desligar o interruptor!

Sobre Regina

Acerca de mim? Sei lá! Tenho dias… Dias bons, dias maus! Momentos. As nossas vidas são feitas de momentos… Este espaço? É meu. Sobre mim. É o meu espelho… Disseram-me que o meu sorriso é o Espelho da minha Alma. E eu concordo.
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