Dia do Pai

O dia do pai nunca foi, para mim, um dia especial!
Porque eu não tenho o melhor pai do mundo! Mais próximo do contrário, é a verdade.
Porque eu nunca achei importante celebrar estes dias. Porque eu nunca homenageei quem não merece e nunca celebrei o que não gosto. Por isso, o dia do pai nunca foi nada!
Mas as minhas filhas têm um pai, que as ama e que elas amam.
Um pai presente, dedicado, carinhoso, amigo e com um amor imensurável. Um pai que as ama tanto quanto eu e que é tão bom pai quanto eu sou boa mãe.
E ele também tem um pai com as mesmas características, bom, amigo, que além de amar o filho, ama-me a mim como se fosse sua filha e mais do que fui amada por um pai, e ama as netas com o tal amor imensurável.
Porque há pais que são verdadeiros e dão o melhor de si aos filhos, e porque as  minhas filhas têm um e o meu marido também o tem, talvez eu deva tentar superar as lacunas da minha vida e homenagear estes dois homens que são verdadeiros pais e agradecer-lhes por serem para os seus filhos o que um pai deve ser.

Sobre Regina

Acerca de mim? Sei lá! Tenho dias… Dias bons, dias maus! Momentos. As nossas vidas são feitas de momentos… Este espaço? É meu. Sobre mim. É o meu espelho… Disseram-me que o meu sorriso é o Espelho da minha Alma. E eu concordo.
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7 respostas a Dia do Pai

  1. Aqui há uns anos atrás achava que já não se justificava comemorar o dia da mulher. Depois cresci. Agora acho que já vai sendo tempo de os homens comemorarem o dia da mulher. Ser mãe é dar vida. Mas da vida dá-se todos os dias. Ser pai é dar vida. Todos os dias. Já vai sendo tempo dos homens celebrarem o dia do pai, de todos falarmos, comentarmos, sentarmo-nos no café e ser capaz de, quem sabe deixar o futebol um pouco, no qual o tal Cristiano Ronaldo é disso um excelente exemplo de como não se deve fazer, pois trouxe um filho ao mundo sem mãe, e banalizar o assunto de ser pai, falar da competência que tal tarefa exige, fazer a figura masculina na educação da familia, evoluir. Quem sabe se não vai já sendo tempo de todos pararmos um pouco para assinalar o dia do pai. Ser pai aprende-se, não é algo instintivo. Obrigado por falar neste assunto tão inexplorado. Bem haja.

    • Regina diz:

      Obrigada Nuno, pelo comentário e pela verdade aí exposta. Tem tanta razão.

      • Eu trabalho com crianças socialmente desfavorecidas e… é inacreditável, repito inacreditável a quantidade delas que não tem pai. Agora, mais do que nunca, precisamos de banalizar o assunto. Passaram a existir as famílias monoparentais, curioso, não sei porque é que a palavra fica no plural: “famílias”, se a definição consiste só num parente, normalmente só a avó ou a mãe, ah! Já me lembrei, é porque são mais do que uma. E surgem, felizmente, as famílias reconstruídas, nas quais os cônjuges tem descendentes das relações anteriores e é aqui que se começam a ver exemplares comportamentos de paternidade, na qual a relação extravasa o casal e abrange outra família em prol dos educandos assistindo-se a uma salutar relação entre todos. Espetacular!

  2. José Maria Cavalcanti diz:

    Regina, este negócio do passado ainda está entulhando sua vida, fazendo peso, causando corrosão.
    Seu coração não é ferro, é do mais puro metal, sensível como o ouro.
    Não vale a pena perder seu tempo, pois nada disso irá mudar ou reconstituir seu alvo de indignação.
    Agarre-se nestes pais lindos que estão aí pertinho e bola pra gente.
    A vida é o melhor presente.
    Grande abraço, amiga!
    José Maria Cavalcanti
    http://www.bollog.com.br

    • Regina diz:

      Este seu comentário soube-me bem, muito bem. Obrigada José. Tem razão. Toda. Um abraço.
      Soube-me bem ver no bollog a Elis, que como eu é Regina, e aquela letra…

  3. Aguinaldo Ferreira diz:

    Uma opinião já fora de horas, certamente não me levará a mal eu fazê-la já com a cortina a fechar-se.

    Pai. Essa figura universalmente catalogada tal como é, eu concebo-a como aquele que tive.

    Que dizer hoje dessa figura que assume um papel mais, direi abrangente, na sociedade parental? Sim, o que dizer quando concomitantemente o Pai deixa de ser essa figura que o mundo (leia-se sociedade), “configurou”? Aceita-se?
    Que discussão traria aqui para este espaço que a Regina tão bem domina!

    Bem, diria que hoje, no meu ponto de vista, a comemoração desse dia (como de outros, aliás) terá o significado que cada um de nós entender ter e dar-lhe. Eu tive um Pai de que me orgulho e que cumpriu o papel na totalidade, eu sou um pai que tento fazer e dar o meu melhor dia a dia, julgo estar a cumprir. Todos nós desenvolvemos o “nosso” papel. Bem ou mal, ajuizar-me-á quem de direito for interessado

    Não poderia estar mais de acordo com o Nuno A. Pereira e com o Cavalcanti, este, numa outra perspectiva.
    Junto a minha voz à dos precedentes num contributo pequenino que entendo salutar e que está ainda por explorar na sua plenitude.
    Ficou aqui dito que os sentimentos, as sensibilidades são distintos. Ainda bem que assim é. Um sentimento terráqueo uniforme, destoaria, encaixando perfeitamente a simbologia que a autora em determinado post fez e que relembro: “eles são de Marte e elas de Vénus”.
    Fica muito por dizer. E o que dizer da comemoração da maternidade que se aproxima? Ficarei atento.

    Tema enriquecedor que “produziu” uma agradável conversa entre nós neste espaço da Regina que tanto prezamos.
    Alonguei-me demasiado…fora de horas.

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