Ando a pensar na resignação do Papa

Ando a pensar na resignação do Papa Bento XVI, e quanto mais penso no assunto, mais dúvidas tenho sobre ele.
Li e ouvi várias opiniões. A maior parte delas de apoio à decisão. Fundamentadas, razoáveis, equilibradas, prontas a que eu concorde com elas, mas, no fundo, no fundo, não concordo. Percebo os argumentos, percebo as razões, posso até  perceber algumas motivações do próprio papa, mas não consigo aceitar.
Não tenho muito de religiosa, tenho muito pouco de católica tradicional, daquelas que praticam a oração e participam na eucaristia. Nem sequer lido muito bem com os rituais. Portanto, da igreja católica, liga-me a espiritualidade. Aprecio algumas homilias, dependendo evidentemente do pastor. E dou uma grande importância ao pastor. Ele faz-me querer estar e querer participar, ou faz-me exatamente o contrário.
Por outro lado acho que a igreja deve acompanhar os tempos e evoluir, afastando alguns falsos puritanismos e deixando de se esconder por detrás de umas ideias obsoletas e apropriadas para lidar com povo pouco inteligente, incapaz de se questionar e incapaz de ser exigente. Talvez esta resignação seja uma forma de demonstrar a sua modernidade! Talvez! Há quem assim o entenda.
Para mim, a igreja serve para me iluminar, me fazer pensar, e fazer com que eu saiba aceitar as dores e saiba fazer o bem. Se o souber fazer, serei feliz e farei os outros felizes.
Se ser católico significa ir à missa, rezar uns padres nossos e umas avés marias e depois de sair da missa ser sacana, egoista e pronto a prejudicar o outro ou beneficiar-se a si próprio, eu não tenho nada de católica, mas reconheço que conheço muitos católicos do género.
Se ser católico é purificar a alma e aprender a viver a vida, aceitando-a, fazendo o nosso melhor, mesmo que nos possa parecer insuficiente, lidar com as dificuldades, lutar contra elas, mantendo sempre o espírito de sacrifício, a força de superação e a coragem de ir em frente, ainda que as nossas forças nos estejam a fugir, e continuarmos sempre a acreditar que vale a pena lutar, vale a pena viver, vale a pena dar o nosso melhor pelas funções que Deus nos destinou, e cumpri-las com honra e gratidão. Se ser católico é isto, então não posso compreender a resignação do Papa. Talvez até compreenda, porque se ele já não consegue ser pastor então não pode dirigir a casa de David…Está lá mal.
E dá lugar a outro…
Faz-me parecer que já não há liderança espiritual… É tudo uma questão fisica… Porque os papas são humanos, e até eles ficam velhos, sem capacidades! Uma espécie de cargo! Ou o exercício de um cargo!
Eu achava que era uma missão!!

Sobre Regina

Acerca de mim? Sei lá! Tenho dias… Dias bons, dias maus! Momentos. As nossas vidas são feitas de momentos… Este espaço? É meu. Sobre mim. É o meu espelho… Disseram-me que o meu sorriso é o Espelho da minha Alma. E eu concordo.
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Uma resposta a Ando a pensar na resignação do Papa

  1. Anónimo diz:

    eM BOM português este papa era uma besta retograda que ofendeu muita gente e até outras religiões. Não esquecer o borburinho causado na religião de Maomé com comentários que ele fez. Não esquecer a falta de compreensão pelo estado actual da sociedade moderna, no que toca por exemplo na sexualidade, o pacifismo face ao desmando pedofilo de padres e outras tantas . Sou CRISTÂO e sinto-me contente pela “”demissão dele”
    Não tenho duvidas que o padre da nossa paróquia dava um papa muito melhor.
    Ou já se esqueceram de caricaturas do papa quando foi nomeado sumo pontifice

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