Tornamo-nos iguais

Eu ando pela ternura dos quarenta, conforme cantava o outro que, afinal, parece que de ternurento não tinha nada.
Nos quarenta ganhamos a tal ternura, a maturidade, a serenidade (quando a vida assim permite) e uma forma de estar diferente, a viver mais o interior, as emoções, a apreciar mais as coisas simples, a dar valor a cada momento.
Temos a sensação que o nosso tempo entra em contagem decrescente e em vez de, por causa disso, apressarmo-nos a viver tudo, temos a sensação contrária que é de apreciarmos tranquilamente tudo o que vivemos. É um estado interessante, que só tem significado vivendo-o e para quem o vive ou viveu. Para os restantes, aqueles que ainda têm a vida, o mundo e o futuro pela frente, cada momento é vivido com uma intensidade grande, mas facilmente ultrapassável por outro mais intenso, e outro, e outro… E todos os momentos não são suficientes para saciar tanta sede!
Nos quarenta ganhamos beleza interior e perdemos beleza exterior. É o inverso da adolescência e juventude.
O criador estabeleceu limites para as belezas!
Ora, se ando pelos quarenta, fiz o secundário há mais de 25 anos. Conheci pessoas na adolescência que deixei de ver durante muitos anos, ou não, com algumas mantenho contacto ou relações. Pessoas que sofreram as mesmas alterações físicas e emocionais que eu, e que por isso, estão diferentes. Por vezes cruzo-me com elas e recuo ao tempo em que as conheci.
Ver o envelhecimento nos outros é estranho, porque guardamos imagens na nossa mente da sua juventude. E parece-me, no imediato, chocante.
Depois, olhando atentamente, reparo que, quase todos ficamos parecidos, muito parecidos aliás, com os progenitores e que a imagem da juventude é substituída pela imagens dos pais ou mães quando tinham a nossa idade atual. Tornamo-nos iguais a eles fisicamente. Tão parecidos, como nunca tínhamos sido durante a vida.
É interessante!
E um bom conselho para os jovens em fase de acasalamento e à procura de uma parceria para a vida: a escolha, quando implicar futuro, deve incidir mais sobre a personalidade do que o aspeto fisico, porque a gente tem a alternativa de viver com a beleza do outro até ao fim dos nossos dias, e a beleza que conta é aquela nos vai acompanhar – a interior.
Bom, se a outra – a fisica, for fundamental, será bastante imaginar o futuro olhando para os diretos antepassados.

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Sobre Regina

Acerca de mim? Sei lá! Tenho dias… Dias bons, dias maus! Momentos. As nossas vidas são feitas de momentos… Este espaço? É meu. Sobre mim. É o meu espelho… Disseram-me que o meu sorriso é o Espelho da minha Alma. E eu concordo.
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