Há crianças que sofrem verdadeiramente!

Conheci pessoalmente uma menina, com mais um ou dois anos que a minha filha mais velha (frequentou o mesmo JI e ATL), à qual lhe foi diagnosticada leucemia.
O que a sua vida, dos seus pais e irmão mudou depois disso não é preciso expôr porque todos imaginarão. No caso, a minha menina conterrânea, a Beatriz, não sobreviveu à doença, e a sua luta tornou-se desigual, desumana e necessariamente triste.
Ao tempo, a mãe desenvolveu uma campanha para dadores de medula óssea, e desde aí me tornei dadora. Quer eu, quer o meu marido estamos registados no banco de dadores e há uns anos atrás ele foi chamado a fazer mais exames porque havia probabilidades de ser compatível com alguém de outro país. Fez, mas infelizmente não teve a compatibilidade necessária.
Vivemos todos os dias a agradecer a nossa saúde e das nossas filhas e a desejar que possamos nós, com os mais simples atos que existem, salvar uma vida, salvar uma criança, dar esperança e acabar com a dor de outros.
Parece-me a mim que não teremos função melhor e maior neste mundo do que fazer algo pelos outros. É o nosso maior bem. É a nossa melhor dádiva. E eu acho que não apenas no ato de ser dador, de sangue ou de medula, mas em todos os nossos atos quotidianos…
Se não fizermos mal ao outro, estamos no imediato a fazer bem. Se fizermos bem, seja apenas com um sorriso, uma palavra meiga, um cuidado, uma atenção… Estamos bem. Estamos no nosso melhor.

Vem este texto a propósito de, nesta manhã nas minhas navegações internéticas ter percebido que uma das meninas que necessitava de dador acabou por falecer. Tenho acompanhado por outro blog  daqueles de que sou leitora assídua, cuja autora é atualmente grávida de risco que durante um seu internamento veio a conhecer uma menina de nome Bia  que sofre de leucemia. A blogger interessou-se pela menina e acabou por escrever mais sobre o assunto dando origem a uma ‘espécie’ de campanha quer pela dádiva das células estaminais, quer pela ajuda à familia da Bia, que passa dificuldades e espera um bebé que poderá salvar a irmã. Assim, espreitando todos estes links, facilmente entenderão e mais facilmente poderão ajudar a Bia por aqui e os restantes portadores dessa maldita doença por duas vias: sendo dador de medula e também guardando as células estaminais, no caso de se encontrar no estado maravilhoso de grávida, num banco público de células estaminais.
Há crianças que sofrem verdadeiramente.
E nós, todos e cada um de nós, podemos ajudar.
Basta vontade.
Obrigada por lerem, obrigada por divulgarem e partilharem, obrigada por ajudarem.

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Sobre Regina

Acerca de mim? Sei lá! Tenho dias… Dias bons, dias maus! Momentos. As nossas vidas são feitas de momentos… Este espaço? É meu. Sobre mim. É o meu espelho… Disseram-me que o meu sorriso é o Espelho da minha Alma. E eu concordo.
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