Relações

Nos últimos tempos, tenho tido pessoas amigas, familiares e conhecidas apanhadas pela separação ou pelo divórcio. Isto não tem nada de errado. É uma etapa. Um ato do teatro da vida que termina, e é necessariamente um recomeço. Em primeiro lugar um recomeço da identidade. As pessoas habituam-se às vidas a dois (a três ou a quatro ou mais, quando há filhos), e de repente, parece que ficam sós!
Há um vazio! Não tenho qualquer dúvida disso.
Há um vazio e uma certa frustação por um projeto de vida que, aparentemente, não foi bem sucedido. Aparentemente, apenas. Porque o projeto de vida teve meses e anos, normalmente muitos anos, que tiveram o seu sucesso, a sua qualidade, os seus melhores momentos e muito de cada um e de ambos.
A partir daqui, o passo é filtrar.
Perceber em quem se pode confiar e com quem se pode contar. Perceber quem é verdadeiramente amigo e quem gosta de nós. Quem apoia e não acusa. Quem se mostra presente e não ausente. Quem continua a apreciar as nossas qualidades e continua a dar menor importância  aos nossos defeitos.
Afinal, se fomos importantes para alguém durante muito tempo, continuamos a ser importantes, mesmo com um papel menos activo, eventualmente mais distante! Se assim não fôr é porque fomos um “frete”, um “suporta-se”, um “apêndice”!
Nas relações há dois passos importantes: a decisão de juntar e a decisão de separar.
O que eu não entendo, é que, depois dos passos importantes as pessoas mudam a sua forma de ser e de estar!
No primeiro caso vivem em função do outro, como se o próprio não tivesse interesse ou importância! Anulam-se, subjugam-se, fazem cedências! Esquecem-se do eu.
No segundo, verifico que se excedem, e vivem como se o mundo acabasse amanhã, como se nunca tivessem vivido nada, como se não tivessem tido muitas experiências boas e como se o seu passado tivesse sido um entrave ou um desperdício!
E, nesta ânsia, nesta corrida desenfreada de recuperar o que quer que seja, tornam-se cegas e menos sensatas!
Tentam apagar o que é inapagável.
Esquecer todos os elos, que ainda que quebrados, amolgados, deformados, existiram e mal ou bem fazem parte da corrente…
Afinal, numa relação, é muito importante sermos nós próprios,  cuidarmos de nós próprios, gostarmos de nós próprios, porque isso torna-nos felizes e completos, faz com que  transmitamos a nossa felicidade, a nossa plenitude, a nossa entrega, e isso partilha-se com o outro e faz com que seja feliz connosco.
Ou então não é nada disto! E eu não entendo nada!

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Sobre Regina

Acerca de mim? Sei lá! Tenho dias… Dias bons, dias maus! Momentos. As nossas vidas são feitas de momentos… Este espaço? É meu. Sobre mim. É o meu espelho… Disseram-me que o meu sorriso é o Espelho da minha Alma. E eu concordo.
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