A Felicidade – Vinicius de Moraes

Tristeza não tem fim
Felicidade sim


A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar


A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
Pra tudo se acabar na quarta-feira


Tristeza não tem fim
Felicidade sim


A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranqüila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor


A felicidade é uma coisa boa
E tão delicada também
Tem flores e amores
De todas as cores
Tem ninhos de passarinhos
Tudo de bom ela tem
E é por ela ser assim tão delicada
Que eu trato dela sempre muito bem


Tristeza não tem fim
Felicidade sim


A minha felicidade está sonhando
Nos olhos da minha namorada
É como esta noite, passando, passando
Em busca da madrugada
Falem baixo, por favor
Pra que ela acorde alegre com o dia
Oferecendo beijos de amor
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Sobre Regina

Acerca de mim? Sei lá! Tenho dias… Dias bons, dias maus! Momentos. As nossas vidas são feitas de momentos… Este espaço? É meu. Sobre mim. É o meu espelho… Disseram-me que o meu sorriso é o Espelho da minha Alma. E eu concordo.
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2 respostas a A Felicidade – Vinicius de Moraes

  1. PRENDENDO A FELICIDADE
    Se pudera, congelaria a felicidade para poder sorvê-la aos bocadinhos.
    Mandaria prendê-la com grilhões para aprisioná-la para sempre dentro de mim.
    A cortaria em mil pedaços para saboreá-la nas sobremesas de um sol poente.
    Cortaria suas asas para que nunca escapasse do viés do meu olhar
    Eu a liquidificaria para tomá-la qual remédio para espantar toda minha dor.
    Autor, José Maria Cavalcanti
    Visite-me no http://www.bollog.com.br
    http://bollog.wordpress.com

  2. Felicidade é como pluma leve e tem vida breve, também é como a gota do orvalho ou como uma lágrima de amor quando cai ao chão.
    Puxa, quanta poesia vem dessa fonte chamada Vinícius de Moraes.
    A felicidade é esse pássaro alado, arredio, que pousa e rapidamente se levanta, somente para que sintamos um lampejo desse belíssimo sentimento.
    Às vezes a tristeza se aloja na gente e parece uma eternidade.
    Queremos que fuja, mas parece bicho preguiça, sem qualquer vontade de nos deixar.
    Parabéns pela postagem dessa linda letra.
    Do seu amigo, José Maria Cavalcanti
    Visite meu espaço também:
    http://bollog.com.br
    Grande abraço saudoso!

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