Jogar à bola não é o mesmo que futebol!

Li no facebook a seguinte frase “a vida sem futebol não tinha a mesma piada” e além de muitos “gosto”, na altura que vi tinha apenas um comentário que dizia “pois não… seria bem melhor!!!”. Bom, nem comentei, nem coloquei “gosto”, porque não sei com qual das frases concordo.
Eu sempre gostei muito de futebol. Desde miúda que sempre gostei. Acho até que foi o meu desporto favorito durante muitos anos, e sobretudo, durante toda a minha infância e juventude. Deixei de gostar! Poder-se-á perceber quando se deixa de gostar de algo? Porque é que se deixa de gostar de alguma coisa que nos dizia muito, que nos atraía? Mas a verdade é que o encantamento, o prazer, a magia, se foi…
A responsabilidade disto eu atribuo-a aos muitos comentadores, aos treinadores de bancada, aos jornalistas desportivos, aos treinadores arrogantes, aos briefings constantes!! Não suporto nada disto e já nem quero saber quem está à frente do campeonato, quem ganha a taça e quem joga aonde!! O futebol, a mim, simplesmente deixou de me interessar. E chateio-me com o ênfase que se dá ao “desporto-rei” e o esquecimento que se dá a outros tantos desportos e outros, muitos, atletas que se esforçam, se empenham e se orgulham de representar o nosso país e honrar a nossa bandeira contra o esquecimento e o alheamento dos meios de comunicação social, dos jornalistas desportivos, e sobretudo das pessoas que não valorizam os restantes desportos!

Próximo da minha casa existe o campo de futebol local e um destes sábados de manhã, eu estava no meu terraço e ouvia os gritos de apoio às crianças que jogavam o seu campeonatozinho. Eram gritos soltos, únicos, sem eco, de apoio incondicional independentemente dos resultados, porque o que conta ali é o entusiasmo, a força e a energia que se dá aos pequenos atletas. Isso ajuda-os a ganhar autoestima e confiança neles próprios. Fez-me voltar aos meus tempos de criança e relembrar os jogos de futebol entre equipas dos campeonatos menores. Eu que não tenho nada de nostálgica, fiquei ali um pedaço de tempo, no parapeito do terraço a saborear aqueles sons, aquelas palmas isoladas, aqueles gritos de “vai, vai, vai” e aqueles “ohhh” desiludidos não por o golo não ter sido marcado, mas pelo atleta que não o conseguiu marcar, ou o aplauso forte ao outro que defendeu grandiosamente. A preocupação não era o resultado, mas as jogadas de cada um.  As coisas simples são sempre mais belas!
Nos grandiosos, o egoismo prevalece sempre! Nos que jogam e nos que veem jogar! Só conta o resultado! É por isso que eu já nem vejo futebol!

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Sobre Regina

Acerca de mim? Sei lá! Tenho dias… Dias bons, dias maus! Momentos. As nossas vidas são feitas de momentos… Este espaço? É meu. Sobre mim. É o meu espelho… Disseram-me que o meu sorriso é o Espelho da minha Alma. E eu concordo.
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