Puto, tá calado e joga!

Sobre as psp’s, as nintendo’s, os ipad’s e afins, que permitem jogar eletronicamente em qualquer lugar, pela portabilidade e pela dimensão do equipamento, tenho a dizer que não tenho nada contra, a menos que…

As minhas filhas não têm nada disso, não porque o orçamento familiar não tivesse permitido comprar, mas porque temos computador em casa e elas podem jogar o que quiserem, nos momentos adequados e disponíveis para isso.
Ora, não acho que a falta destes pequenos equipamentos torne as minhas filhas umas criancinhas infelizes, desgraçadinhas e atrasadas, e que daqui advenha que, no futuro, venham a ser umas destrambelhados, cheias de psicoses e de traumas de infância!
Por isso…

Venho a este propósito falar de almoços e jantares que incluem adultos e crianças. Reparo, com desagrado, confesso, que os putos a meio da refeição sacam desses equipamentos, que normalmente as mãezinhas trazem “religiosamente” guardados nas malas à espera do momento em que em vez do “come e cala-te” sai um “joga e cala-te”, e eles iniciam uma saga contra os maus e as naves espaciais, e mais uns jogos de futebol quais Futres (quando ele, apenas, jogava bem; como não falava não era bronco!), Ronaldos e Messis… As criancinhas ficam à mesa, os pais ficam contentes, e eles ali estão, presentes ausentes, sossegados e calados, tal como os espantalhados no meio das sementeiras….  Fazem o papel que se lhes pede, e decorrem os almoços e os jantares sem gritarias, sem agitações, nem intervenção das crianças nos diálogos, e sem que os seus ouvidos prestem qualquer atenção aos assuntos travados.

Parece bem, parece o adequado na sociedade moderna, atual e tecnológica que é a nossa!

Como as minhas filhas não têm os tais equipamentos, quando participamos em almoços e jantares entre casais com filhos, fico sempre orgulhosa do comportamento delas, que se sabem portar à mesa e sabem socializar.

As duas são diferentes e, enquanto a mais velha aprecia estar à mesa, participar ou ser ouvinte das conversas, e se comporta como qualquer adulto, a mais nova, que para além da idade ser outra, é mais mexida, mais irrequieta e com maior necessidade de movimento, quando, entre um prato e outro, a sua espera torna-se para ela própria um desespero, pede autorização para sair da mesa, nunca sai sem o fazer, e pede para ir à rua que seja, dar três ou quatro pulos, uma corrida para lá e outra para cá, subir ou descer 10 ou 15 degraus… Volta depois para a mesa, contente e satisfeita, e pronta para estar mais meia hora sossegadinha a comer e a ouvir o que vão falando os adultos, e olhando para o resto das crianças que ali estão sentadinhos desde que chegaram, com os olhos postos num pequeno ecrã e os deditos exercitados com toda a energia. Ela, apanhou ar, exercitou o corpo todo e está feliz.

E eu, e o meu marido, olhamos “babosos” para elas, por as vermos crescer de forma equilibrada e saudável.

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Sobre Regina

Acerca de mim? Sei lá! Tenho dias… Dias bons, dias maus! Momentos. As nossas vidas são feitas de momentos… Este espaço? É meu. Sobre mim. É o meu espelho… Disseram-me que o meu sorriso é o Espelho da minha Alma. E eu concordo.
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