Post 500

Para alguns bloguers, post 500 é nada! Para mim, é tanto.
Para alguns bloguers as visitas são aos milhares e os comentários sempre às dezenas, nalguns às centenas. Eu sei, também os acompanho, também os visito diariamente e também comento, muitas vezes. E faço porque gosto das suas publicações e gosto da relação que se cria entre o autor da publicação e os seus leitores. Há uma espécie de identidade, quer se concorde ou não com o que se lê.
Depois há os bloguezinhos, como o meu, que como diz outra amiga minha sobre o seu, tem dois, vá lá, três leitores… (sim, eu sei que são mais que isso… sim, eu sei quem são muitos de vós, e sim, conheço-vos e conhecem-me, e sim, agradeço-vos o carinho).
Já contei porque o iniciei e já contei porque o mantenho.
Hoje, confesso que disse aqui em casa que iria escrever o 500 e que seria o último. Eles, que nem são leitores, e que apenas lêem alguns posts, em rascunho, sobre os quais peço uma crítica, quando por qualquer razão não gostei do que escrevi, ou então se se tratar de alguma “inconfidência” que os envolva peço sempre autorização. De resto, vou publicando e não digo nada. Tenho quase a certeza que eles nem sabem o endereço aqui da casa da piquena. Porquê? Porque não sentem necessidade. Tudo o que aqui digo é o que penso e não haverá ninguém que me conheça melhor que quem mais me ama, mais me compreende, mais comigo partilha, quem mais tem do meu coração e da minha alma.
E a pergunta deles foi “porque é que não queres escrever mais?”. Não sei, respondi. E não sabia mesmo!
Fiquei a pensar nisso!
E questionei-me a mim mesma sobre a razão porque tenho aqui este recanto… ou este meu encanto!
Porque o tenho público se não escrevo aqui nada que seja do interesse público, que mereça destaque sobre o que quer que seja. Se, provavelmente, o interesse será apenas de um grupo restrito de pessoas, que me conhecem, que gostam de mim e que gostam de me acompanhar, nos momentos, nos estados, nos espíritos, e mais algumas pessoas que me descobriram e resolveram acompanhar-me.
Fiquei a pensar se eu, e outros tantos que divagam em blogues, não o faremos por uma vaidadezita qualquer que não identificamos…
Fiquei a pensar! Fiquei a pensar porque razão gosto disto!
E, veio-me um sorriso ao rosto, este meu rosto que sorri bastante, sabe Deus, tantas vezes, como este sorriso é puro e verdadeiro mesmo com o coração apertadinho e triste. Descobri a resposta. Este meu espaço é, tirando as minhas filhas, que são a melhor coisa da minha vida e aqui mal comparado, a minha única construção, livre, responsável, apaixonada e descomprometida. Aquela por que respondo eu e apenas eu. Aquela que poderei largar, quando quiser, mudar o aspeto quando quiser, mudar o enquadramento, mudar os conteúdos, mudar o que quiser, quando quiser. Tudo o resto, não depende nunca apenas de mim!
E, quando este sorriso me chegou, lembrou-me as razões de tudo isto, e as motivações de cada palavra, de cada post, de cada momento. Nem que seja para recordar porque disse ou porque fiz determinada coisa.
Este blog tem dois anos e nasceu num momento de grande entusiasmo, de grande paixão, de grandes sonhos, de grandes anseios. No decurso destes dois anos, a minha vida sofreu uma rotação de 180º, para pior. As coisas más que nos acontecem na vida, devem ter alguma razão e algum sentido. Nós procuramos sempre sentido para as coisas, e quando não o temos, justificamo-nos com o argumento de que é o que tem de ser, que as dores e as angústias fazem-nos mais fortes, que as provações chegam-nos para as vencermos, que somos valentes e que depois da tempestade vem a bonança…
Ando cansada! A vida que me calhou, cansa-me! E eu até sou daquelas que acredita nessas afirmações todas e que acredito em mim própria. Acreditava também que a vida não nos calha, e que nós é que a traçamos e fazemos por ela, e por nós próprios. Mas, a minha nasceu envenenada e a bandeja anda sempre atrás de mim. Não me larga, por muito que eu dela me esquive e lhe dê luta.
Há pessoas que nascem com sorte, outras que não! Vá-se lá saber porquê!
O que me apetecia era no post 500, e no 1.000 e no 2.000 só ter coisas belas e boas… mas, não as encontro! Encontro problemas no dia 1 e no dia seguinte, e no seguinte… E resolvo um problema, um dia de cada vez, um problema de cada vez! Estou é desconfiada que eles não acabarão e não me apetece ser uma lamúrias, uma parvinha a falar das suas desgraças ou a relatar quotidianos que não têm interesse nenhum!
Mas, nos dias positivos, que como se vê, hoje não é o dia, apetece-me rir, sorrir, brincar e escrever com humor e boa disposição. Elogiar. Amar. Partilhar. Viver.
Nestes dias, este local é um local excelente para recordar. Para deixar o registo e uns meses ou uns anos depois vir ler e recordar com gosto e com saudade o momento que me levou àquele post.
Portanto, sobre a ideia de terminar aqui ou não, a minha produção de textos, concluí que não concluí nada! Ou melhor, concluí que cansaço não é sinónimo de desistência. E que não devo desistir de nada, porque desistir é morrer, e eu tenho pela frente muitos sonhos, muitas vontades, muitos desejos… tenho de lutar por eles… (mesmo que isso me tire a energia para escrever)!

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Sobre Regina

Acerca de mim? Sei lá! Tenho dias… Dias bons, dias maus! Momentos. As nossas vidas são feitas de momentos… Este espaço? É meu. Sobre mim. É o meu espelho… Disseram-me que o meu sorriso é o Espelho da minha Alma. E eu concordo.
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7 respostas a Post 500

  1. Se te apetecer escrever. Escreve.
    Se te apetecer mandar-nos para o c. Manda.
    Se te apetecer não te apetecer nada. Que seja.
    Se te apetecer que apartir daqui seja o post número um. Pois vá.
    Se em vez disto tudo, for nada. E mesmo assim é tudo. Idem.
    Gosto de ti.

  2. Eva Pereia diz:

    Parabéns pelo post 500!!! que venham outros tantos e mais ainda!!!
    Gosto mt do que escrees

  3. José Maria Cavalcanti diz:

    Regina, que o Espelho da Minha Alma siga sendo, por muitos e muitos anos, a janela ou a vitrine de sua catarse. Porque o seu sentir, ao aflorar e transbordar, chega até nós como forma uma forma de presente.
    Força, Fé e Persistência.
    José Maria Cavalcanti
    http://www.bollog.com.br

  4. Anónimo diz:

    Pois assim é a verdadeira leoa…luta..luta.. umas vezes ganha outra perde, mas não volta a cara ao infortunio… força..cá estamos para a nossa pequena ajuda… bjs.

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