A (i)responsabilidade dos outros

As responsabilidades de todos têm uma dimensão maior do que aquela que imaginamos!
Por vezes pensamos que somos os únicos responsáveis pelos nossos atos, que a nossa liberdade permite-nos fazer o que queremos, como bem entendemos… Em jovens, atingindo a maioridade, sentimo-nos com plenos poderes para tudo, sem ter que dar satisfações a quem quer que seja, e a vida é nossa, fazemos o que nos apetece, porque ninguém tem nada com isso.
Parece perfeito. Parece simples. Parece lógico.
Mas, não é nada disso.
Mesmo que não queiramos temos sempre responsabilidades para com os outros. Responsabilidades sérias, que passam despercebidas pela normalidade aparente que a vida vai levando!
Se deixamos de nos relacionar ou conviver com alguém, isso não implica que 15 ou 20 anos depois não venhamos a ter complicações resultantes dos atos desse alguém!
Se não temos cônjuge ou companheiro, filhos ou enteados, temos pais, avós ou irmãos. Quer isto dizer que, se os filhos fizeram disparate os pais têm problemas, se os pais fizerem disparate os filhos têm problemas… Mesmo que a sua convivência se reduza a pouco ou nada até.
As irresponsabilidades dos outros caem de bandeja sobre os familiares. Esta é a realidade. Herda-se tudo. O bom e o mau, o ativo e o passivo, e não há como dar a volta a isto. A partir do momento em que nascemos não somos os únicos ser no mundo, somos um elo de uma corrente e mesmo que a corrente se parta pelo meio, na hora da verdade aquela corrente partida é unida por imposição legal e vai daí, um dos elos é chamado a responder pela irresponsabilidade do outro! Ah, pois é! Se pensas “a vida é minha, não tens nada com isso”, desengana-te, porque a vida é tua e de todos os elos que por qualquer razão se ligam a ti!
Nesta coisa das (i)responsabilidades dos outros, o que me deixa mais triste, é permitirem a perda do orgulho ou da honra! Tudo o resto, vai-se resolvendo!!

Sobre Regina

Acerca de mim? Sei lá! Tenho dias… Dias bons, dias maus! Momentos. As nossas vidas são feitas de momentos… Este espaço? É meu. Sobre mim. É o meu espelho… Disseram-me que o meu sorriso é o Espelho da minha Alma. E eu concordo.
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