Páscoa

Já tenho falado sobre a minha relação com Deus e sobre a forma como vejo e vivo a religião. É estranha, porque não vivo os rituais, tenho dificuldade em entendê-los, mas um respeito imenso… É uma relação de respeito, de acreditar na existência e na força, mas de dúvida sobre a prática exigida e sobre forma. Há coisas que não entendo, não consigo perceber e não me vejo a praticá-las. Suspeito que haja mais alguns católicos como eu… E muitos estarão a aproveitar as saborosas mini-férias da Páscoa, mesmo aqueles que semanalmente vão à missa e batem com a mão no peito… Provavelmente não sentem necessidade de participar nas cerimónias pascais, porque se sentem puros com as suas presenças assíduas no resto do ano! Eu não sou pura, nem indo, nem faltando! Esforço-me diariamente por praticar o bem e por ensiná-lo às minhas filhas. Não me pesa a consciência. Hoje, para falar a verdade até me pesa a ausência delas nas cerimónias de ontem e de hoje, mas por razões pessoais não as pude levar nem acompanhar, e elas gostariam de ter ido e de participar. Já referi, em tempos, que elas andam na catequese por vontade própria e isso dá-me um particular gosto e também uma grande isenção.
As provas da existência de Deus, eu vou lendo-as, vou entendendo-as, às vezes com alguma incompreensão minha e alguma perturbação nesses sinais… Há coisas particularmente importantes e que me chegam à alma. Coisas para as quais não encontro outra explicação que não a vontade de Deus, e os seus sinais para que eu os leia e os aceite.
Não tenho o hábito de orar, de participar na eucaristia, de fazer pedidos… Mas, há quase um ano atrás fiz um pedido, com fé, com convicção e muito crente…
Foi junto da estátua de São João Nepomuceno na Ponte Carlos, na cidade de Praga. É a oitava estátua no meio da ponte. Na sua base há uma placa de metal em relevo, com passagens do martírio do santo. Ela está desgastada de tanto ser tocada, desde a idade média, pois crê-se que traz sorte e que os pedidos ali feitos são realizados. Eu fiz um pedido e acredito na sua realização. É esta a minha forma de ler os sinais e acreditar neles…



A lenda do santo:

Corria o ano de 1393, João Nepomuceno (este não era seu  sobrenome, e sim seu gentílico – ele nasceu em Nepomuk, na Boémia), trabalhava como pároco em Praga, e já tinha angariado o respeito da comunidade pela sua  retidão e humildade. Diversas vezes recusara se tornar bispo, para poder continuar o trabalho com o povo, que julgava mais importante. Era defensor e conselheiro dos pobres na corte do rei Venceslau IV e confessor particular da rainha.
Acontece que o rei Venceslau suspeitava da fidelidade da sua esposa e sabendo que ela se confessava com João Nepomuceno, exigia que este lhe contasse os segredos da confissão. O Padre, porém, recusou-se sempre a contar ao rei o que havia ouvido, sendo  firme no seu voto de fé. O rei mandou queimá-lo,  arrastá-lo com uma carruagem e, por fim, jogá-lo no rio Moldava do alto da ponte de pedra. No lugar em que caiu no rio, surgiram cinco estrelas brilhantes. Por isso a imagem de São João Nepomuceno tem uma auréola de cinco estrelas e São João Nepomuceno é padroeiro das confissões e dos confessores, bem como guardião das pontes.
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Sobre Regina

Acerca de mim? Sei lá! Tenho dias… Dias bons, dias maus! Momentos. As nossas vidas são feitas de momentos… Este espaço? É meu. Sobre mim. É o meu espelho… Disseram-me que o meu sorriso é o Espelho da minha Alma. E eu concordo.
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