Acordo Ortográfico

Já há alguns meses que adaptei o acordo e que escrevo com as novas regras. Não são novas palavras, são novas regras.
Eu sou relutante às mudanças, muito relutante. Tenho dito isso por aqui! Mas, surpreendentemente o acordo não me incomoda nada, nem me choca. Até agora, ainda não houve nenhuma palavra a que eu reagisse mal.
Tem havido alguma celeuma com o acordo. Do meu ponto de vista, mais de forma emotiva do que esclarecida. Os textos que tenho visto consideram que é uma subserviência… Eu não acho! Acho que é a evolução normal da língua, e a uniformização de alguns vocábulos. Até agora não vi nenhuma alteração que me incomodasse, que não me parecesse razoável, e que eu não entendesse!
Quando eu era miúda escrevia-se Suzete, Suzana, Elizabete, Baptista… Agora não se escreve assim, e depois? Que diferença fizeram estas alterações? Do meu ponto de vista, nenhuma! Mas, acredito que na altura da mudança, tivesse havido crítica, desagrado, frustação!!
E farmácia, ainda poderia escrever-se pharmácia… Porque não?
Poderei eventualmente mudar de ideias…
…se encontrar os absurdos que ainda não encontrei!
 

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Sobre Regina

Acerca de mim? Sei lá! Tenho dias… Dias bons, dias maus! Momentos. As nossas vidas são feitas de momentos… Este espaço? É meu. Sobre mim. É o meu espelho… Disseram-me que o meu sorriso é o Espelho da minha Alma. E eu concordo.
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4 respostas a Acordo Ortográfico

  1. nunoanjospereira diz:

    No meu ponto de vista, o que está menos correcto é a alteração do português padrão. Tendo este que se adaptar à nova realidade e não o contrário.

  2. Regina diz:

    Entendo, mas não é isso sempre que acontece? Adaptação às novas realidades? A introdução de palavras como bué, por exemplo?

  3. nunoanjospereira diz:

    “Bué” é uma palavra que emerge, não deriva. “Staycation” ou “Podcast” são dois novos termos ingleses consequência da evolução da realidade social. Desconheço as tentativas de colagem à língua padrão por parte dos PALOPS, excepto Mia Couto, o português falado no Brasil apresenta como características dominantes o uso frequento do gerúndio, tal como os alentejanos e as vogais abertas, tal como a malta do norte. Na escola onde lecciono não vejo esforço por ser feita uma colagem ao português padrão, muito pelo contrário, o crioulo tenta ser uma segunda língua falada na escola e no meio circundante, sendo a primeira e por vezes única falada em casa, não vejo esforço nenhum de mudança. A nossa segunda língua oficial, o Mirandês, não é estimulada sendo mesmo desconhecida da maior parte do portugueses e mais será, por certo, de todos aqueles que agora falam a mesma língua.
    Recentemente frequentei uma formação ministrada por uma lexicógrafa da universidade de Oxford, que nos demonstrou como funciona a equipa que está atenta aos novos vocábulos emergentes em todo o mundo. Como, onde e em que contexto são usados, sendo posteriormente anexos a novas edições de dicionários. Fantástico!
    Vou-me ver à rasca e reaprender a escrever, por exemplo, tenho que meter na cabeça que contra-relógio, agora escreve-se contrarrelógio. Com o tempo a coisa vai…

    • Faty diz:

      É pena, ter levado grandes ensaios de reguadas por escrever erros, que agora são bem vindos como nova escrita….

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