Retrato Ardente – Eugénio de Andrade

 

Entre os teus lábios
é que a loucura acode,
desce à garganta,
invade a água.
No teu peito
é que o pólen do fogo
se junta à nascente,
alastra na sombra.
Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.
Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto,
cego o silêncio.
Deita-te comigo.
Ilumina meus vidros.
Entre lábios e lábios
toda a música é minha.
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Sobre Regina

Acerca de mim? Sei lá! Tenho dias… Dias bons, dias maus! Momentos. As nossas vidas são feitas de momentos… Este espaço? É meu. Sobre mim. É o meu espelho… Disseram-me que o meu sorriso é o Espelho da minha Alma. E eu concordo.
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2 respostas a Retrato Ardente – Eugénio de Andrade

  1. Cícero diz:

    Belo poema. Chama-se “Retrato Ardente”. Traduz um pouco do fogo da paixão. Ao ler os versos, a gente mergulha na poesia, estimula os sentidos e, sem querer, acaba tomado pelo fogo das palavras.

  2. Regina diz:

    Corrigi o título. Obrigada

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