Praia

Esta semana entro de férias…
Outros há, que regressam e retomam o seu quotidiano profissional.
Gosto de calor, de algum calor, mas não aprecio particularmente o Verão!
E das férias, o que mais gosto é a ausência de horários. Detesto horários, nunca gostei! Apesar de ter de os cumprir para quase tudo.
Felizmente, cá em casa, não ligamos muito a isso. Não sei se fui eu que os contagiei, talvez, quem sabe!
Não temos hora certa de jantar, nem hora certa dos banhos das meninas, nem hora certa para nada, desde que isso não interfira no quotidiano de outros.
Ao fim de semana, não temos mesmo hora certa para nada. Os sogros já se habituaram a almoçar às 3 da tarde ao domingo.
Como dizia, o que mais aprecio das férias é a ausência de horários. E gosto das férias no Inverno, quando chove e podemos ficar na cama a ler até tarde e a ouvir a chuva a bater nos vidros, e ficar em casa, no quentinho, a saborear o tempo e a familia. Isto, quando as meninas não estavam na escola, porque agora, só nas férias escolares…
Gosto muito da praia, no Inverno, quando está deserta. No Verão, já não aprecio, se puder evito. E, se tiver de ir, gosto de praias mais vazias, com pouca gente. Acho incrível como é que as pessoas suportam filas de trânsito, estacionamentos congestionados, praias sem pedaços de areia livre, e gente atulhada dentro de àgua… Gostos… para quê discuti-los. São opções, e quem gosta, lá anda. A mim, não me apanham nessas andanças.
E também não gosto daquele estilo: agora vou para a praia, agora vou almoçar, agora vou dormir a sesta, agora vou para a praia, agora vou jantar, agora vou, agora vou… E todos os dias faço o mesmo. Livra!
Agora, quero dormir até mais tarde, durmo. Agora, quero tomar um pequeno almoço reforçado, mesmo que sejam horas de almoço, tomo; agora, quero deitar-me na esperguiçadeira, deito-me;  agora, quero passear a pé, passeio; agora quero passear de carro, vou;  agora quero dançar, danço; agora quero o que me apetecer… Só posso ver as férias desta forma. Não suporto que seja de outro modo. Felizmente, o resto da família alinha neste estilo, senão a coisa ficava difícil.
Voltando à praia, não aprecio por várias razões: pela multidão, pelo calor, porque não sei nadar, por causa da areia… Ufa.
Mas, gosto particularmente de uma coisa. Chamar-me-ão doida, mas que importa. O que eu mais gosto de fazer na praia é de observar as pessoas. Parece estranho, bem sei, mas não é. Na praia, estamos todos em pé de igualdade: meios nus, semi nus, como queiram.
É quando as pessoas se mostram na mais pura circunstância: a aparência é o corpo.
Não há lugar a indumentárias, trajes e outros acessórios que sirvam de catálogo. E o que fazemos, diáriamente, é catalogar as pessoas, pelo aspecto, pela roupa que vestem, pelos sapatos que calçam, pelo carro que conduzem.
Na praia não! Podemos presumir, pela roupa de banho, pelo equipamento que utilizam, que tipo de pessoas são, mas é muito pouco. A conclusão do tipo de pessoas, retiro-as pela observação: pela forma como falam, pela forma como se comportam, pela literatura que lêem, pela forma como se tratam. E encontro de tudo: casais que não se suportam, casais que se amam, pais separados, crianças mal tratadas, familias insuportáveis, familias distantes, familias barulhentas, familias silenciosas, pessoas sozinhas…
E gosto particularmente deste exercício.  Imagino as profissões… Imagino que algumas delas são minhas colegas de trabalho, com as quais já terei falado inúmeras vezes ao telefone … Imagino que algumas são importantes administradores de empresas… Imagino que outras são a mulher da limpeza… o canalizador… a vendedora de roupa… sei lá… acho giro os filmes que faço à volta das pessoas.  E também faço isso quando viajo de carro, durante a noite, numa qualquer cidade. Olho para os prédios e para as luzes das janelas, imagino… Doida, enfim! Cada maluco com a sua mania…
Voltando às férias: vou descansar, fazer coisas que adio ao longo do ano, aproveitar o tempo com as filhas…
O melhor que eu lhes dou, é o tempo que estou com elas. Estar é mesmo estar: dar, ensinar, educar, mimar, acarinhar, amar
Se elas, quando chegarem à minha idade recordarem de mim o tempo que passei com elas, fico feliz, porque significa que foi proveitoso.
Eu não tenho essa memória.
E o que eu lhes quero dar é as asas, para que elas estejam preparadas para o dia em que tiverem de voar. E esforço-me diariamente por isso.
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Sobre Regina

Acerca de mim? Sei lá! Tenho dias… Dias bons, dias maus! Momentos. As nossas vidas são feitas de momentos… Este espaço? É meu. Sobre mim. É o meu espelho… Disseram-me que o meu sorriso é o Espelho da minha Alma. E eu concordo.
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